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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Artigo 4 - Quais são os meios públicos da graça?



Os Meios da Graça
A Maneira de Crescer na Vida Cristã
(Uma adaptação da Obra de Earl Blackburn)

Quais são os meios públicos da graça?
l. Reunir-se para adoração é o primeiro destes meios.
Deus jamais tencionou que o verdadeiro crente vivesse sozinho. Após a ascensão de Cristo, os apóstolos saíram por todo o mundo implantando igrejas e estabelecendo presbíteros em cada uma delas (At 14.23). Eles fizeram isto, para que os crentes novos fossem fortalecidos, encorajados, guiados, instruídos e, acima de tudo, adorassem a Deus juntos. Deus, e não os homens, ordenou que por intermédio da reunião coletiva, para adoração, o crente recebesse bênção e ajuda divina para os dias futuros. Reunido, o povo de Deus receberia não somente a bênção dEle, mas também se fortaleceria mutuamente. Os cristãos receberam a ordem de não abandonarem o reunirem-se para adoração pública (Hb l0.25).
Historicamente, as igrejas cristãs sempre adoraram no domingo. Foi no primeiro dia da semana, o domingo, que o Senhor Jesus ressuscitou dos mortos e assegurou a ruína do domínio de Satanás. Cinqüenta dias após a ressurreição de Cristo, no Pentecostes, novamente no primeiro dia da semana, o Espírito Santo veio sobre os crentes para enchê-los de poder. Desde então, os cristãos se reúnem aos domingos, o primeiro, o melhor e mais admirável dia da semana, para adorar o primeiro, o melhor e mais admirável dos seres, o SENHOR Deus dos Exércitos e seu Filho, Jesus Cristo (At 20.7; 1Co l6.2).
Os elementos da adoração pública são: leitura pública das Escrituras, acompanhada de pregação e ensino; cantar salmos, hinos e cânticos espirituais; ofertas e orações. Na leitura e exposição das Escrituras, Deus fala conosco; nos cânticos, ofertas e orações, nós falamos com Ele. Ainda que esses dois elementos da adoração são importantes, o mais relevante deles é a pregação da Palavra. Nossos pais entenderam isto, quando escreveram:

“O Espírito torna a leitura (em especial, a pregação da Palavra) o meio eficas de convencer e converter os pecadores, edificando-os em santidade e conforto”. (Brete Catecismo de Westminster, pergunta 89)

2 - O segundo meio público da graça são as ordenanças do evangelho.
Uma ordenança é um costume e prática iniciada pelo Senhor Jesus Cristo, enquanto Ele esteve na terra. Nas verdadeiras igrejas do Senhor Jesus, apenas duas ordenanças: o batismo e a ceia do Senhor.
O batismo é a primeira ordenança instituída pelo Senhor Jesus Cristo, enquanto esteve entre os homens. Ele ordenou que o batismo fosse realizado por seus apóstolos e igrejas até ao fim do mundo (cf. Mt 28.l8- 20). Uma pessoa que declara ser crente e negligencia o batismo, a primeira ordenança de Cristo, não tem o direito de chamar-se de cristão. O batismo deve ser realizado por completa imersão na água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O batismo sempre foi aplicado àqueles que se arrependeram e creram

e para aqueles que foram convertidos e salvos.

O batismo é reservado somente para os crentes. Não é para pequenas crianças descrentes. Não existe uma única instância de batismo infantil no Novo Testamento. O batismo sempre foi aplicado àqueles que se arrependeram e creram e para aqueles que foram convertidos e salvos (veja Atos 2.4l; l8.8). Esta ordenança foi designada a ser um testemunho para o mundo, a fim de demonstrar que somos seguidores de Cristo e fortalecer nossa decisão de segui-Lo.
A ceia do Senhor é a segunda ordenança instituída pelo Senhor Jesus, enquanto esteve na terra. É o meio divinamente designado para fortalecer a exercida pelos crentes. A ceia do Senhor não é um sacrifício oferecido a Deus, e sim apenas uma comemoração daquela oferta que Cristo fez de si mesmo, uma vez por todas, na cruz, em pagamento dos nossos pecados. Sempre que participamos da ceia do Senhor, nós o fazemos em memória dEle (l Co ll.24-26).
Os elementos da ceia do Senhor, pão e vinho, são apenas símbolos. Cada elemento representa um diferente aspecto do sacrifício de Cristo. O pão simboliza o corpo traspassado e morto do Salvador, por causa de nossos pecados. O vinho representa o sangue de Cristo que foi derramado a fim de purificar nossos pecados. Não existe nada mágico no pão e no vinho. Eles não se alteram, tornando-se literalmente o corpo e o sangue de Jesus; permanecem aquilo que eles mesmos são.
Um cuidadoso estudo das Escrituras demonstra as exigências para se participar da ceia do Senhor. A pessoa tem de ser verdadeiramente convertida a Cristo, batizada, alguém que está procurando andar de maneira agradável a Deus e membro de uma das igrejas de Cristo. Devemos lembrar que esta ordenança não foi dada a indivíduos, e sim a igrejas locais e seus membros.

3 - Comunhão com irmãos e irmãs em Cristo é o terceiro meio público da graça.
O povo de Deus procede de todos os tipos de pessoas. Todavia, existe algo que os une: em Cristo, eles são um! Cristo os amou com amor eterno e os atraiu com bondade. Todos os obstáculos foram removidos ante à eleição, à redenção e ao salvífico amor de Cristo (ver Ef 2.l4-l6).
Comunhão significa "compartilhar juntos” ou "vida compartilhada”, especialmente quando esta se relaciona aos outros crentes. Quando Cristo nos salvou, Ele não tencionava que vivêssemos isolados. Ele nos destinou para sermos parte de uma de suas igrejas e desfrutarmos comunhão com outros crentes (cf. At 2.4l-42). Uma das mais profundas verdades que compreendemos após a conversão é o vínculo que temos com os verdadeiros crentes.
Comunhão não significa reunir-se com outros crentes para falar sobre esportes, diversões, clima, economia ou política, embora não exista qualquer prejuízo em fazermos isso. Pelo contrário, comunhão é compartilhar, de coração, uns com os outros, as coisas do Senhor Jesus e de sua Palavra. A singularidade da comunhão cristã se encontra em sermos capazes de conversar e compartilhar, juntos, as alegrias, a felicidade, as vitórias, os problemas, as tentações, as tristesas e as bênçãos de nosso andar com Deus. Provérbios 27.l7 afirma: "Como o ferro  com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo”. Desfrutar comunhão com irmãos e irmãs em Cristo, em uma igreja local, é semelhante ao "ferro” afiando o "ferro”; é o meio da graça que nos mantém espiritualmente saudáveis e vigorosos.

4 - O quarto meio público da graça é a oração coletiva (At 2.42).
As igrejas primitivas não somente permaneciam na doutrina dos apóstolos, na ceia do Senhor e na comunhão, também perseveravam na oração juntos. As reuniões da igreja, a fim de orar, era um dos meios de levar as cargas uns dos outros e cumprir a lei de Cristo (Gl 6.2). No livro de Atos, diversos exemplos dos irmãos orando juntos, na igreja primitiva. No dia de Pentecostes, o que os crentes estavam fazendo? Orando (At l.l2-l4; cf. 2.l). Através da oração coletiva, a igreja contemplou o Senhor Deus libertando-a das mãos de seus inimigos (4.23- 33). Pedro foi liberto da prisão porque os crentes estavam juntos em oração a favor dele (l2.5). A história das igrejas do Novo Testamento ilustra a bênção e a necessidade de orarmos juntos.
Tudo o que é verdadeiro a respeito da oração particular também é verdadeiro sobre a oração pública, exceto que esta se realiza coletivamente. Se Deus está com seu povo e individualmente os abençoa com sua presença, quanto mais isto acontece ao se reunir a igreja para oração coletiva. Se Ele ouve e responde as orações de um crente, quanto mais ouvirá e atenderá as orações de muitos? Um Puritano, David Clarkson, disse: "A presença de Deus, desfrutada em oração particular, assemelha- se apenas a um regato, mas na oração coletiva torna-se como um rio que alegra a cidade de Deus”.
Um Pai amoroso, sábio e gracioso, que habita nos céus, outorgou aos seus filhos estes meios para o bem deles (cf. Dt l0.l3). Ele não os deu a fim de colocar seus filhos em escravidão a regras estabelecidas pelo homem, mas para abençoar, fortalecer e encorajá-los. Os meios particulares da graça nos foram concedidos para sustentar-nos em nossa vida cristã diária, em um mundo de atividades cotidianas. Os meios públicos da graça são para nosso benefício, na igreja local pertencente ao Senhor Jesus Cristo. Praticá-los agora resultará em crescimento e frutificação de nossa vida cristã. Utilizar estes meios designados por Deus redundará em glória para Ele, expansão de seu reino e nos proporcionará retidão, pas e alegria.
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Os cristãos devem penetrar no mundo, sem se tornar parte dele.
John Blanchard

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