Os Meios da
Graça
A Maneira de
Crescer na Vida Cristã
(Uma adaptação da Obra de Earl Blackburn)
O que significa a expressão “meios da graça”?
O Dicionário Aurélio define a
palavra "meio” como "recurso empregado para alcançar um objetivo”.
Por conseguinte, os meios da graça são
os instrumentos pelos quais Deus transmite
bênçãos ao seu povo. O Catecismo de Westminster define a expressão
"meios da graça” como "os recursos visíveis e
comuns pelos quais Cristo transmite à sua igreja os benefícios de sua mediação [ou seja, de sua morte]”.
Ilustrando isso, pense em uma mangueira
de jardim. A mangueira
não é especial em si mesma, porem é
o canal pelo qual flui a água que produs
vida e refresca. O mesmo acontece
com os meios da graça. Em si mesmos, eles nada possuem
de especial, mas são os instrumentos ou os canais pelos quais fluem as bênçãos
divinas que outorgam vida e refrigeram a alma. Através dos meios da
graça, Deus concede força, paz,
conforto, instrução, disciplina, orientação, alegria e muitas outras coisas
necessárias à vida cristã.
Os "meios da graça” são "os recursos visíveis e comuns pelos quais Cristo transmite à sua igreja os benefícios de sua mediação”, ou seja, de sua morte.
Ainda que a expressão
"meios da graça” não se encontre na Bíblia, é uma designação adequada para aquilo que está ali ensinado. Há dois tipos de meios da graça: os particulares e os públicos.
O restante desse artigo
abordará os diferentes aspectos de cada um desses tipos.
Quais os meios particulares da graça?
l. O
primeiro destes é a
leitura da Palavra de Deus.
Deus nos deu um livro através do qual Ele fala conosco. Ele não mais
se comunica com os homens utilizando sua voz audível, como o fazia no passado.
Agora Deus fala através de seu Filho
(Hb 1.1-4), que nos transmite sua palavra por meio das Sagradas Escrituras,
a Bíblia. Nas páginas das Escrituras, Ele manifesta sua voz, capaz de despertar os mortos, outorgando-lhes vida.
A Bíblia foi escrita por homens santos,
enquanto Deus os inspirava
e guiava, por intermédio do Espírito Santo. É o perfeito tesouro de instruções e conhecimento celestiais. Deus é o autor da Bíblia, a salvação
é o seu objetivo, e a verdade
sem qualquer erro
é o seu conteúdo. Ela nos ensina, principalmente, o que precisamos crer a respeito
de Deus e quais
os deveres que Ele exige de nós. A Bíblia
revela os princípios
pelos quais Ele nos julgará
e demonstra o supremo padrão
pelo qual devem ser averiguados todos os comportamentos, credos
e opiniões dos homens. Por isso, J. C. Ryle escreveu:
“Separe uma parte de cada dia para ler e meditar alguma
porção da Palavra
de Deus. O pão de ontem não alimentará
o trabalhador de hoje; tampouco o pão de hoje nutrirá o trabalhador de amanhã. Recolha seu maná a cada manhã. Escolha
a ocasião e a hora adequados. Não cochile ou se apresse enquanto lê. Dê à sua
Bíblia o melhor e não o pior de seu
tempo. Leia toda a Bíblia, fazendo-o de maneira sistemática. Receio que existem várias
partes da Palavra
de Deus que alguns crentes
nunca lêem. Dessa atitude resulta a falta de amplos e bem equilibrados pontos de vista a respeito
da verdade, uma falta tão comum em nossos dias. Creio que
um bom plano é ler o Antigo e o Novo Testamento ao mesmo
tempo, do começo
até ao fim; e, depois,
fazê-lo novamente.
Leia a Bíblia com um espírito
de obediência e auto-aplicação.
Assente-se para estudá-la com a determinação de que você viverá pelas suas regras, confiará em
suas afirmativas e se comportará de acordo
com seus mandamentos. A Bíblia mais lida é aquela mais praticada”.
Ela é o instrumento
pelo qual Deus fala ao seu povo. Enquanto lêem a Bíblia, Deus abençoa e
fortalece os crentes com tudo que necessitam para seu viver diário.
Continua...
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